Editorial

Fitmetal, 11 anos: Por um Brasil pós-Bolsonaro e pós-pandemia

Hoje, a Fitmetal e suas entidades de base vivem tempos de “resistência e unidade, luta e esperança”, conforme apontamos na 2ª Plenária Nacional dos Metalúrgicos.


POR FITMETAL

Publicado em 01 de junho de 2021

Registro da 2ª Plenária da Fitmetal, em 22 de maio


A Fitmetal (Federação Interestadual de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil) completa 11 anos nesta terça-feira (1/6). Seus 400 fundadores – lideranças sindicais de todas as regiões do País – se reuniram em São Paulo, na tarde de 1º de junho de 2010, para anunciar o nascimento da entidade mais representativa do sindicalismo operário classista.

Hoje, a Fitmetal e suas entidades de base vivem tempos de “resistência e unidade, luta e esperança”, conforme apontamos há dez dias, em 22 de maio, na 2ª Plenária Nacional dos Metalúrgicos. A pandemia de Covid-19, agravada pelo governo genocida de Jair Bolsonaro, já provocou mais de 465 mil mortes no Brasil. A CPI da Covid, no Senado, escancara o boicote liderado pelo próprio presidente no combate à crise sanitária.

O povo brasileiro está entregue à própria sorte. Apenas 10,57% da população recebeu duas doses de alguma vacina anti-Covid – o número indispensável para a imunização completa. Mas Bolsonaro, em vez de lutar pelo avanço da vacinação no País, anuncia a absurda realização de um megaevento esportivo como a Copa América em cinco estados brasileiros, elevando o risco de uma terceira onda da pandemia.

Da mesma maneira, ao falar efusivamente do crescimento de 1,2% do PIB brasileiro no primeiro trimestre de 2021, o ministro da Economia, Paulo Guedes, omite o principal: sua desastrada política econômica ultraliberal está levando o País ao caos. Com um ritmo lento na vacinação, o controle da pandemia está distante – o que impede uma retomada econômica consistente. O desemprego é recorde, a miséria e a fome avançam, a inflação alta afeta os mais pobres.

Com o prolongado “sangramento” do Brasil, nossas pautas históricas se mantêm vivas e relevantes. É o caso da defesa de um novo projeto nacional de desenvolvimento para o País, baseado na reindustrialização, no crescimento econômico sustentado, na valorização do trabalho e na geração de empregos. Mas, com a atuação genocida, autoritária e entreguista do governo Jair Bolsonaro, a luta em defesa da vida e da democracia demanda urgência.

A Fitmetal aplaude o movimento sindical em sua busca por unidade para derrotar Bolsonaro e a pandemia, aprovar o auxílio emergencial de R$ 600 até o fim da crise sanitária e batalhar pelo emprego. No Dia do Trabalhador – que reuniu todas as centrais sindicais –, aderimos ao 1º de Maio pela Vida, Democracia, Emprego e Vacina para Todos. Ainda em maio, também apoiamos o 26M – Ato Unitário #600ContraFome, em Brasília, e o 29M – Ato #ForaBolsonaro, em todas as capitais.

Em meio a essas batalhas, a 2ª Plenária Nacional dos Metalúrgicos, em 22 de maio, aprovou o Plano de Ação da Fitmetal 2021 e a resolução política “A categoria metalúrgica resiste – Mais vacina, mais indústria, mais empregos!”. Aos 11 anos de sua fundação, a Fitmetal conclama suas bases a intensificarem a luta por um Brasil pós-Bolsonaro e pós-pandemia, que leve esperança aos trabalhadores e às comunidades. A CPI da Covid e as manifestações fragilizam cada vez mais o governo e renovam nossa confiança no futuro.

Com essa convicção, lembramos as palavras finais da resolução de nossa Plenária: “Precisamos vencer os vírus da pandemia e do bolsonarismo. Vamos resistir e vamos lutar – por mais vacina, mais indústria, mais empregos! Viva a categoria metalúrgica! Fora, Bolsonaro!”.


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