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Indústria automobilística recupera níveis de produção e exportação

Para a Anfavea, “risco de paralisação é muito alto”, por possível falta de matérias-primas


POR FITMETAL

Publicado em 07 de dezembro de 2020


Indústria automobilística recupera níveis de produção e exportação
A indústria automobilística recuperou, no mês passado, os níveis de produção e exportação de novembro de 2019. A quantidade de unidades licenciadas, porém, ficou abaixo da registrada anteriormente, de acordo com balanço divulgado nesta segunda-feira (7) pela Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores). Os empregos também caíram, e o risco de pane no setor por falta de matéria-prima é real.

Conforme o relatório, a demanda do mercado interno diminuiu 7,1%, em comparação com 2019. Foram 225.010 unidades, contra 242 mil. No ano, 1.814.470 automóveis foram emplacados. Ao contrário das vendas, a produção apresentou leve aumento, de 0,7%, com um total de 238,2 mil autoveículos. Conforme a Anfavea, o volume foi insuficiente para atender ao mercado.

No acumulado do ano, a produção chegou à marca de 1.804.759 unidades – 35% a menos que a do ano passado. Em novembro, também saíram das esteiras de montadoras 11,5 mil caminhões, 1,7 mil ônibus e 5 mil máquinas agrícolas e rodoviárias.

De outubro para novembro, o total de vagas no setor passou de 121,4 mil para 120,8 mil

À imprensa, representantes da Anfavea destacaram números relativos à exportação. Em novembro, 44.007 unidades foram enviadas ao exterior, o que se traduziu no melhor resultado desde agosto de 2018. A alta no índice se deu em virtude do represamento que vem ocorrendo nos últimos meses por causa da pandemia de covid-19. Ao longo de todo o ano, 285.925 unidades foram exportadas, número 28,4% inferior ao de 2019.

Segundo o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes, não é fácil prever a produção de dezembro. A falta de matéria-prima é o mais preocupante, porque pode significar a paralisação das montadoras. “O risco de paralisação é muito alto”, afirmou Moraes. “É um desafio muito difícil de se administrar.”

Em novembro, os empregos oferecidos pelo setor também pioraram. Na virada de outubro para o mês passado, o total de vagas passou de 121,4 mil para 120,8 mil. Moraes afirmou que, no período, 1.284 funcionários deixaram as funções por aderir a programas de demissão voluntária (PDVs) ou foram demitidos após contratos temporários serem encerrados.

Com informações da Agência Brasil


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