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Com pandemia, venda de veículos no Brasil cai 21,6%

Na reta final do ano, a falta de peças limitou a produção das montadoras


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Publicado em 05 de janeiro de 2021


A pandemia do novo coronavírus atingiu em cheio o mercado automotivo no Brasil em 2020. É o que aponta um balanço da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), divulgado nesta terça-feira (5) em São Paulo.

Segundo a entidade, as vendas de veículos novos sofreram uma retração de 21,6% em 2020 na comparação com 2019. Foram emplacados 3,16 milhões de veículos ao longo do ano passado, contra 4,03 milhões no ano anterior.

Apesar dos números, as vendas de veículos novos no País acabaram sendo melhores do que o volume previsto pelas montadoras. A Anfavea, entidade que representa os fabricantes, tinha uma previsão pior, com o mercado fechando numa queda de 31%.

O resultado final de 2020 teve a contribuição positiva de dezembro, mês em que as concessionárias entregaram 244 mil veículos, o melhor resultado nos 12 meses do ano passado. Na comparação com novembro, que era o recorde do ano, as vendas subiram 8,4%. Mas o consumo continuou abaixo dos números do ano anterior: queda de 7,1% em relação aos emplacamentos de dezembro de 2019.

Já as vendas de automóveis tiveram queda de 28,5%. Foram comercializados 1,61 milhão de carros no ano passado, enquanto em 2019 as vendas chegaram a 2,26 milhões. Em dezembro, os emplacamentos tiveram uma retração de 9,5% em relação ao mesmo período do ano anterior, com a venda de 194,6 mil unidades.

Fila

Na reta final do ano, a falta de peças limitou a produção, que já tinha como entrave os protocolos de prevenção à covid-19, que obrigam as fábricas a operar com menos operários simultaneamente. Com isso, a indústria não consegue acelerar o ritmo para atender plenamente a fila de espera que se formou, sobretudo, entre clientes de frotas, como as locadoras.

Na sexta-feira, a Anfavea vai divulgar suas previsões para 2021. Prognósticos divulgados individualmente por montadoras apontam um mercado de não mais do que 2,5 milhões de veículos. A expectativa no setor é de que os volumes de 2019 – antes, portanto, da pandemia – só sejam repetidos em 2023.

Com informações da Agência Brasil e do Estadão


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