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Metalúrgicos da Sae Towers fazem greve histórica

Metalúrgicos protestam contra a absurda proposta de valor para PLR 2021


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Publicado em 01 de setembro de 2021

Alex Custodio, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim, conduz assembleia dos trabalhadores da Sae Towers


Desde 3 de agosto, os trabalhadores da Sae Towers, em Betim (MG), estão de braços cruzados. Eles protestam contra a absurda proposta de valor para PLR 2021. Mesmo com a produção em alta e até com horas extras, a empresa quer pagar um valor 40% inferior ao que foi pago em 2020.

A diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região tenta, há dias, debater com a Sae Towers as reivindicações dos trabalhadores. Segundo o presidente da entidade, Alex Custodio, a intransigência patronal é o principal entrave para a negociação.

Para desarticular a unidade dos trabalhadores, a empresa também tenta criminalizar uma greve legal e usa táticas sórdidas, como ameaças de demissão e um pedido de interdito proibitório para tentar impedir a ação sindical.

Mas a confiança dos metalúrgicos no Sindicato cresceu ainda mais ao longo da paralisação. Em praticamente todas as assembleias, as saídas propostas pela entidade foram aprovadas por unanimidade.

Além de uma PLR justa, os metalúrgicos da Sae Towers defendem os seguintes pontos: antecipação das negociações da Campanha Salarial 2021/2022; abono; manutenção dos direitos já conquistados; estabilidade no emprego; continuação da negociação de equiparação e adequação salarial.

Em 16 de agosto, centrais sindicais e federações metalúrgicas – como a Fitmetal – emitiram nota para repudiar a tentativa da Sae Towers de intimidar as ações do Sindicato dos Metalúrgicos. Leia abaixo a íntegra da nota:

Não às provocações da Sae Towers; viva a luta dos trabalhadores!

As centrais sindicais e federações metalúrgicas abaixo assinadas repudiam, veementemente, a tentativa da empresa Sae Towers de intimidar o Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região. Desde 3 de agosto, o Sindicato está à frente de uma legítima e já histórica greve, que conta com a adesão de 90% dos trabalhadores da empresa e cobra uma PLR justa para o ano de 2021.

De início, a Sae Towers subestimou a força da paralisação e apostou na intransigência. Derrotada, recorreu à Justiça do Trabalho com um interdito proibitório, para tentar impedir a ação sindical. Agora, para constranger os trabalhadores a voltarem à ativa, não pagou o adiantamento salarial dos grevistas. Nenhuma dessas provocações surtiu efeito, a não ser a desmoralização da empresa. A greve continua e será vitoriosa!

As práticas provocadoras e antissindicais da Sae Towers são inaceitáveis. Ferem o direito de greve garantido pela Constituição Federal de 1988. Agridem não apenas o Sindicato dos Metalúrgicos – mas todo o movimento sindical. E o pior: revelam a forma autoritária como a empresa trata seus trabalhadores.

Deixamos, assim, nossa solidariedade aos trabalhadores da Sae Towers, bem como ao Sindicato dos Metalúrgicos, que vão vencer essa batalha! Não à atitude antidemocrática da empresa. Não às provocações. Viva a greve e a união dos trabalhadores!


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