Hoje (13/5) completamos 138 anos da assinatura da Lei Áurea. Mas, para a classe trabalhadora e para o povo negro, esta não é uma data de celebração romântica, e sim de reflexão e luta.
Todo mundo já sabe: a abolição não foi um ato de benevolência da “princesa salvadora”. A assinatura de 1888 foi uma conquista arrancada pelo suor e sangue de negros e negras em revoltas, quilombos e movimentos abolicionistas populares. Refutamos a ideia de uma concessão real: a liberdade foi conquistada, não doada.
Passado mais de um século, a realidade brasileira ainda escancara as feridas de uma abolição que não previu integração, terra ou dignidade. O racismo estrutural molda o mercado de trabalho e a sociedade:
- Renda: trabalhadores negros ganham, em média, 40% menos que trabalhadores brancos, mesmo ocupando as mesmas funções.
- Desocupação: a taxa de desemprego entre pretos e pardos é sistematicamente superior à média nacional.
- Violência: jovens negros são as principais vítimas da violência estatal e urbana, um reflexo do genocídio que persiste nas periferias.
“Não basta não ser racista; é preciso ser antirracista. Para a CTB e a Fitmetal, a luta contra o racismo é indissociável da luta contra o capitalismo. Enquanto a cor da pele determinar quem tem acesso aos direitos mais básicos, nossa democracia será incompleta”, declara Raimunda Leone, secretária-adjunta de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da CTB e secretária de Combate ao Racismo da Fitmetal.
Precisamos de:
- Políticas de cotas fortalecidas;
- Combate rigoroso à discriminação no ambiente de trabalho;
- Fim do genocídio da juventude negra;
- Valorização real do trabalho da mulher negra;
- Fim da escala 6x1, sem redução de salários.
Neste 13 de maio, reafirmamos: a luta por um Brasil justo é, acima de tudo, uma luta antirracista!

