O próximo dia 15 de abril será decisivo. É a data em que as centras sindicais brasileiras vão promover Marcha a Brasília e a Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat 2026). O lema dessa edição será “Empregos, Direitos, Democracia, Soberania e Vida Digna”.
Com eleições presidenciais marcadas para este ano, o objetivo dessa agenda é aprovar uma pauta unitária, com as prioridades dos trabalhadores. Duas reivindicações se destacam e devem ser votadas no Congresso Nacional antes mesmo da eleição: a redução da jornada de trabalho e o fim da escala 6x1.
Os empresários, cientes de que as duas propostas têm apoio popular e tendem a ser aprovadas, cobram contrapartidas inaceitáveis. Por isso, é preciso que os trabalhadores se mantenham mobilizados, lutando para que uma jornada menor e uma escala de trabalho mais justa não sejam condicionadas. A lei deve deixar claro que, com as mudanças, não haverá redução de salário ou outros retrocessos.
Este é o sentido, por exemplo, do Projeto de Lei PL 67/2025, da deputada federal Daiana Santos (PCdoB-RS), que prevê uma jornada máxima 40 horas semanais e a garantia de ao menos dois dias de repouso remunerado por semana. Nossa expectativa é que até 1º de Maio, Dia Internacional dos Trabalhadores, esse tema avance de fato no Congresso.
Outras pautas de interesse da classe trabalhadora serão aprovadas na Conclat. Nós, metalúrgicos, devemos centrar atenção em propostas como o combate ao feminicídio e a luta contra a pejotização. São demandas que preservam direitos e valorizam os trabalhadores, especialmente as mulheres. Além disso, só teremos crescimento com desenvolvimento com a redução da taxa de juros e a reindustrialização do País.
É fundamental que as bases da Fitmetal se mobilizem, em contato com as direções estaduais da CTB, para ter uma boa representação na atividade. Uma pauta unitária de luta é o ponto de partida para garantir que os próximos quatro anos sejam de mais avanços e respeito à classe trabalhadora.
Alex Custodio
Presidente da Fitmetal (Federação Nacional de Metalúrgicos e Metalúrgicas do Brasil) e do Sindicato dos Metalúrgicos de Betim e Região, além de membro da direção nacional da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)

